#33 Sobre medo e as epifanias reveladoras

Mas o que é sucesso em meio a uma pandemia, quando tudo adquire novos significados? O que é pensar sobre o futuro, se o que importa é acordar bem a cada dia? É cada respirar aliviado?! O momento não é para rima. Minha mãe está com a Covid-19, logo ela, minha mãe. São leves os sintomas, mas não tem como não dar um stop na vida e refletir sobre passado, futuro e ficar atento ao presente, mais especificamente, a cada respirar de dona Luiza. Eu ligo duas vezes ao dia e só relaxo quando percebo que seu falar é o mesmo, sem indícios de cansaço na voz. O medo ronda todas casas, todas as consciências e nos une dessa forma desajeitada. 

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#31 Eu não tenho amigas perfeitas

Eu não tenho amigas perfeitas. Nem amigos. Assim como não pude escolher familiares perfeitos, os laços com amigos de verdade estão além do visível. Por isso me assusta a “dica coach” seja amigo de quem tem sucesso, amplie seu network todos os dias e blá blá blá. Primeiro que isso não seria amizade verdadeira e sim uma relação marcada pelo interesse puramente “comercial”. Depois, me preocupa muito essa ânsia de perfeição e esse declarado discurso de “se afaste de pessoas tóxicas”, para sair de perto de quem tem a coragem de minimamente discordar de você. Ao contrário, é valioso demais ter aquele amigo que com jeitinho, te diz as verdades que demoramos a perceber ou que não queremos ver.

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Diário do isolamento II

Hoje, 25 de abril de 2020, completamos 45 dias de quarentena. A cidade começou a implementar, no dia 21, a ‘nova normalidade’. Nos permitiram ir aos parques. Eu não achei que sentiria falta de ter carro morando em uma cidade com transporte coletivo eficiente, mas fato é que diante desse cenário, um carro seria bom, pois minha vontade é de ir a um parque novo todos os dias e se possível, subir montanhas e ficar até tudo isso passar.

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Vanessa Brandão

Jornalista brasileira, mestre em Letras, morando na Polônia com a família.

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