Ideias de Luigi aos seis anos

Chegamos à metade da primavera e nada de poder desfrutar de um tempo firme. A temperatura média está girando em torno dos 15º e a chuva decide cair justamente nos fins de semana, depois de deixar o céu nublado quase todos os outros dias. Mesmo assim saímos, eu e Luigi, enquanto o pai foi para a aula. Sentamos num dos restaurantes da Piotrkowska e pedimos uma pizza. Erramos na roupa e passamos um pouco de frio, o que nos obrigou a comer rápido e voltar para casa correndo. Meu garoto está crescendo e começa a me falar coisas de rapaz, um rapaz consciente e cheio de ideias. Pensei em contar um pouco dessa fase em três pequenos diálogos, para que ele saiba, na posteridade, de suas inclinações desde os seis aninhos.

Read More

Fui embora do Brasil, mas o Brasil não vai embora de mim

Passo por um fenômeno interessante e, de certo modo, angustiante nessa jornada migratória para o velho continente: fui embora do Brasil, porém, também não fui. Quando penso em ver um jornal, é do Nacional que sinto falta. Quando quero ouvir as notícias, é a Folha que abro, a de São Paulo e a de Boa Vista. Quando ouço música, é a brasileira que mais me toca. Quando eu penso em ir ao médico para tratar da rosácea que há um mês deixa meu rosto vermelho, é das dermatologistas de lá que eu sinto falta. É com meus familiares, mesmo com toda brabeza que nos é peculiar, que quero dialogar nos fins de semana entre um chope e outro. O frio perdeu a graça, tenho me irritado com as camadas de roupas e com tantos acessórios, pano, peso, tudo indispensável antes de sair de casa, nem que seja para comprar um pão.

Read More

Fuja do limbo da banalidade e adentre o universo indígena

A mea culpa está em alta, então venho aqui fazer a minha, já que estamos no Abril indígena, mês em que se comemora os 16 anos de homologação da Terra Indígena Raposa Serra do Sol. Nem sempre eu estive apoiando as causas indígena, por pura imaturidade, falta de informação, por simplesmente repetir discursos prontos e não ouvir o outro lado, o lado do indígena roraimense. Por pura ignorância mesmo, deixando de lado os eufemismos. Mas o que comecei a desmistificar há 10 anos, durante as aulas da minha primeira especialização com o professor Devair Fiorotti (in memorian), ainda vejo ser tristemente repetido hoje, mesmo com tanto acesso à informação.  

Read More
Loading


Vanessa Brandão

Jornalista , mestre em Letras.

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSAS ATUALIZAÇÕES