Vivendo na Itália

Percebendo e enfrentando o complexo de vira-lata em tempos difíceis

Nelson Rodrigues que me desculpe, mas já está na hora de superarmos o famigerado “complexo de vira-lata” e melhorar a autoestima tão prejudicada nos últimos tempos. Mesmo com os micos presidenciais, com os problemas sociais que só se agravam, com o poder de compra que só míngua e com a violência que só aumenta, é preciso compreender que o Brasil e os brasileiros são maiores que tudo isso e capazes de superar provações ainda maiores.

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Sobre decepções, alegrias, moda e constatações pueris

Quando o calor chega na Itália, um frisson toma conta das pessoas. Todo mundo tira as roupas de manga e se produz como que para uma festa. Nunca tínhamos visto tanta gente na praça, tantas crianças. Aqui em Foggia o principal lugar de encontro da cidade é a praça Umberto Giordano, com bares, cafés, gelateria, estátuas, igrejinha católica. Luigi brinca, sobe nas estátuas interativas, faz amizades utilizando a linguagem do sorriso, essa comunicação mundial entre crianças e em três minutos ele interage pelo olhar e já está sendo perseguido por algum outro bambino fofo, uma graça.

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Sendo brasileira na Itália e outras coisas de mulher 

Não sei o que eles pensam realmente quando sorriem ao ouvir que sou brasileira! É tipo assim: Brasile. Una brasiliana. Che bello, il Brasile è carnevale, calcio e samba! Sim, o comentário mais clichê do mundo é real. Isso aconteceu no supermercado, na cafeteria, no ambiente acadêmico, em síntese, a referência do nosso país é o samba, futebol, carnaval e claro, a mulher brasileira. Ma quanto sono belle le donne brasiliane!

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Tempo para o novo velho amor

Luigi tem quatro anos de pura fofura. Toda mãe diz isso né? Estávamos sentados à mesa almoçando e ele perguntou pela primeira vez: por quê estamos aqui e não voltamos pra Boa Vista? Reinaldo com a boca cheia de comida, engole rápido e responde espontaneamente. Porque o papai estava trabalhando tanto, mais tanto e estava tão estressado que nem tinha tempo de brincar com você, chegava em casa e continuava trabalhando, lembra?

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Sobre costumes diferentes e problemas iguais

As senhoras andam de meias negras, discretos sapatos de salto, echarpes finas ao redor do pescoço, maquiagem discreta, porém uniforme, elegante. Saem com seus cachorrinhos ou com suas bengalas para comprar pão, ir à missa, conversar com alguns outros idosos nas calçadas, cafés. Vestem-se geralmente de preto, com algum detalhe discreto colorido. Não costumam sorrir para estranhos. São geralmente muito sérias. A Europa envelheceu há tempos.

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Vanessa Brandão

Jornalista brasileira, mestre em Letras, morando na Polônia com a família.

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