Orvalho 

Olhos pequenos a incendiar orvalhos

Ditosos a espreitar astuto a boca que o chama

Em noites de incessante encantamento

Soltos no lavrado, correndo gostosos

Pelados um para o outro, sem sobrenomes

 

 

 

 

 

 

Encontro 

Que tua alma encoste sem querer na minha

Passeando completas e cheias de ânimo

Sob luares sem precedentes

 

 

Muito perto

Me dê de presente a sua presença

Sentindo com todos os cinco sentidos e meio ou seis

Ouvindo meu murmúrio de mulher doida

Vendo meus cílios cerrados

Podemos acender um incenso para garantir que estamos sentindo o mesmo cheiro

Mantenha suas mãos fixas em toda extensão da minha pele

Lamba meus dedos devagar

E me deixa sentir a energia emanada de todo esse enrosco